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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Cornélio Pires, Serrinha e Ana Rosa

Nesse domingo, voltando de uma viagem a São Paulo, resolvi passar por Tietê e visitar o Museu Cornélio Pires. Para minha surpresa, o museu foi transferido do Centro para o Parque Ecológico da Cidade e não encontrei ninguém que me ensinasse o caminho correto. Dentro da cidade existem alguma referência ao Museu mas que não leva a nada. Nem mesmo um ex-vereador da Cidade soube me dar informações correta sobre o paradeiro do Museu do Cornélio. Disse-me, apenas: “Acho que fica no Parque Ecológico, na saída para Piracicaba”.

Achei a saída para Piracicaba, mas nenhuma indicação do tal Parque Ecológico e do Museu do Cornélio Pires. Percebendo que pouquíssimas pessoas já tinham ouvido falar em Cornélio Pires - no Museu, então… – resolvi mudar de estratégia e passei a procurar pelo tal Parque Ecológico e nenhuma informação correta. Cobrado pela neta Laura de 7 anos, com reforço da minha mulher Bete,  que me acompanhavam, fomos procurar almoço. No primeiro restaurante que entramos, antes de sentarmos para almoçar resolvi perguntar a dona do restaurante sobre o Museu e o Parque Ecológico: “Ouvi dizer que existe sim aqui em Tietê, mas não sei onde fica”. Irado, sem entender como que alguém proprietário de um restaurante não conhece os principais pontos turísticos de sua cidade, fomos embora; deixaram de vender três refeições. Rumei novamente para a saída de Piracicaba.

No caminho, outro restaurante. Intimado pela neta e a mulher, então parei e - utilizando mais uma vez do mais primitivo dos GPSs (perguntar) - perguntei ao Gerente do Restaurante pelo Museu Cornélio Pires e o Parque Ecológico. “O Museu Cornélio Pires fica no Parque Ecológico, cujo caminho é a primeira saída à esquerda, uma estradinha de terra, no final desta rua”. Se dissesse que não sabia…. Mas a informação foi convincente; resolvi almoçar, para o alívio da neta e da mulher. Almoçamos, seguimos em frente, entramos na tal estradinha de terra e logo na primeira encruzilhada lá estava a primeira indicação do Museu Cornélio Pires. Conélio Pires 12No início da estradinha que leva ao Museu de Cornélio Pires, apenas está placa “Pátio de Recolhimento de Veículo”

Enfim, chegamos ao Museu do Cornélio Pires, fechado, solitário, sem ninguém para me atender. Ao lado do Museu um casal na varanda de uma casinha que não deu a mínima para a gente; ignoraram nossa chegada. Fiz algumas fotos, já sem paciência para pedir qualquer informação, estava pronto para ir embora quando minha mulher resolveu perguntar ao casal quem era o responsável pelo Museu para atender os visitantes, quando o rapaz respondeu que o responsável era seu sogro mas que não estava em casa, mas que ele poderia abrir o Museu para a gente visitar. Então abriu, entramos, fiz mais alguma fotos, que não ficaram boas pois minha maquininha não é profissional, eu muito menos. Mesmo abrindo todas as janelas, não é possível ler todas as identificações dos objetos, acho que deveria ser mais bem iluminado; trata-se de um museu, não um velório.

Na saída, visitamos também a sepultura de Cornélio Pires no Cemitério da Cidade. No caminho de volta a Bauru, visitamos a Capelinha de Ana Rosa e o Terevo Antenor Serra “Serrinha” na Cidade de Botucatu. Veja fotos abaixo.

Também, em agradecimento ao ao Gerente do Restaurante Cancian, que nos deu pistas concretas do caminho do Museu e do Parque Ecológico, postagem abaixo um Cartãozinho do Restaurante Cancian. Em tempo: paguei pelo almoço e o pessoalo do restaurante nem sabe de nada.

Tião Camargo.

Estátua de Cornélio Pires na entrada do Parque Ecológico

Conélio Pires 04 Tião e a neta Laura

Conélio Pires 05 Fachada do Meseu

Conélio Pires 06

Capacete usado por Cornélio na Revolução de 1932

Conélio Pires 08

Conélio Pires 07Fogão capira na cozinha do Museu

  Viola de 1913, utilizada no Primeiro Encontro do Divino organizado por Cornélio Pires. Devido a escuridão, o local onde está guardada a viola e má qualidade da máquina e do fotográfo, a foto saiu assim.

Conélio Pires 13 Sepultura de Cornélio Pires

Conélio Pires 15

Ana Rosa 01Capelinha de Ana Rosa no Bairro Lavapés em Botucatu

Ana Rosa 02   Ana Rosa 04

Serrinha 01 Foto da placa do Trevo Antenor Serra “Serrinha” na cidade de Botucatu. Perimeiro trevo de acesso à Cidade, sentido Interior – Capital.

CancianRestaurante Cancian. Na próxima, quem sabe, livro o almoço; é ou não é! RS…

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Raul Torres e a A história da 'Mula Preta' cantada pelo compositor Raul Torres

O personagem de hoje da série Música Caipira é uma mula. Mula Preta é um dos maiores clássicos da música sertaneja. Gravada em 1944, a canção fez tanto sucesso que foi regravada por Luíz Gonzaga.

Raul Montes Tôrres, filho de José Montes Torres e Josefa Camacho Rodrigues, imigrantes espanhóis, nasceu em 11 de julho de 1906, em Botucatu, e foi batizado em 24 de dezembro. Iniciou seus estudos no Grupo Escolar “Dr. Cardoso de Almeida”, em 1915, quando residia à rua Curuzu, nº 144. Transferiu residência para a cidade de Itapetininga. Nos anos 20, com a mãe viúva e 4 irmãos, mudou-se para São Paulo. Ao completar 16 anos, tirou carta de cocheiro, passando a trabalhar no Jardim da Luz, e, durante dois anos, perambulou pelas ruas no trabalho duro, até ingressar na Estrada de Ferro Sorocabana, em 1924. Ocupou o cargo de Assistente Administrativo, trabalhando junto à Chefia da Sub-Diretoria de Operações, e aposentou-se em 1954. Casou-se com Assunção Fernandes e, em segundas núpcias, com Adelina Aurora Barreira, portuguesa de Trás-os-Montes, em 1955. Raul Torres faleceu em São Paulo, em 12 de julho de 1970, e foi sepultado do Cemitério do Araçá.

RÁDIO
Foi um dos pioneiros do rádio paulista. Em janeiro de 1927 deu sua primeira audição profissional ao microfone da Rádio Educadora, num sábado, recebendo seu primeiro “cachet”: trinta mil réis. Muito dinheiro naquele tempo! A Record foi buscá-lo a peso de muitas centenas de mil réis. Em 1932 transferiu-se para a Rádio Cruzeiro do Sul, já então de nome feito e ganhando sempre crescente popularidade como intérprete do gênero caipira. A Record fez-lhe uma tentadora proposta para tê-lo de volta a seu prefixo. Em 1938, ingressou na Record, compondo o primeiro conjunto efetivo no gênero em nosso rádio: o trio “Torres, Serrinha e Rieli”. A dupla com Florêncio só nasce realmente em 1944. Pouco depois, passaram a se dedicar mais ao rádio, mantendo na Record de São Paulo o programa “Os 3 Batutas do Sertão”, animado pelo trio de mesmo nome, constituído por Raul Torres, Florêncio e José Rieli – a partir de 1947 substituído por Emilio Rielli Filho. Este último, substituído mais tarde por Castelinho e, posteriormente, por Nininho.

INTÉRPRETE
Em entrevista, afirmou que seu gosto de cantar nasceu nos tempos em que conduzia seu coche pelas ruas paulistas e sentia necessidade de espantar um pouco o silêncio da solidão. Tinha voz macia e bem agradável. Em fins de 1930 grava para Cornélio Pires com o pseudônimo de Bico Doce. Deixou em discos mais de 400 gravações, sob os principais selos do país, como RCA Victor, Odeon e Columbia, em diversos gêneros musicais, tais como modas de viola, guarânias, toadas, valsas, sambas, marchas, jongos, cocos e emboladas. Este último exige bom fôlego do intérprete. Tamanha era a sua habilidade que é reconhecido como “Embaixador da Embolada”.

PRESTÍGIO
Seu prestígio no meio artístico fez com que firmasse boa amizade com Francisco Alves, Sylvio Caldas, Luiz Barbosa, Nonô e muitos outros, que faziam questão de até participar espontaneamente das gravações de Raul Torres. No ano de 1933, o rei da voz fez coro, ao lado de Jaime Vogeler, Moreira da Silva, Castro Barbosa e Jonjoca, para a gravação de “Sereno Cai”.

PARCEIROS EM GRAVAÇÕES
Artur Santana, o Azulão; Nair de Mesquita; Pescuma; Genesio Arruda; Ida e Irene Baldi; Lazaro e Machado; Mariano, pai do acordeonista Caçulinha; Ascendino Lisboa; Joaquim Vermelho; Jaime Vogeler; Aurora Miranda, irmã de Carmem Miranda; Nestor Amaral; João Pacífico; Nha Zefa; Serrinha, filho de sua irmã Izabel Montes Torres; Florêncio; Inhana, da dupla Cascatinha e Inhana; Rosita del Campo; Inezita Barroso e Ramoncito Gomes.

MÚSICO
"Nunca tive professor de canto ou música. Entendo mesmo que a sincera e fiel interpretação das nossas canções, sambas, cateretês, etc., só pode existir na alma espontânea dos nossos sertanejos e, para eles, quase sempre, é inacessível o estudo. Mas é só com eles que se encontra a expressão do nosso clima, das nossas belezas naturais, que, com tanta nitidez sentimental, eles sabem traduzir na simplicidade poética de seus violões e violas."

COMPOSITOR
Só em 78 rpm, Raul Torres deixou mais de 400 gravações, interpretando, entre outros, Dilermando Reis (Guaratinguetá), Adoniran Barbosa (Dona bôa), Alvarenga e Ranchinho (Sae feia), Capiba (Mentira) e Kid Pepe (Quem mandou e Que linda manhã serena). Porém, sua bagagem musical sobe a 400 composições, só ou em parcerias, como com João Pacífico, Zé Fortuna, Carreirinho, Zé Carreiro, seu sobrinho Serrinha, o conterrâneo Joaquim Vermelho (Joaquim Pedro Gonçalves), Lourival dos Santos, Palmeira, Capitão Furtado (Ariovaldo Pires), Sebastião Teixeira, Geraldo Costa, Cornélio Pires e Tinoco.
Em palavras do jornalista botucatuense Sergio Santarosa, não há cantor do gênero sertanejo que se preze que não tenha gravado Raul Torres. Rolando Boldrin e Tonico e Tinoco dedicaram discos inteiros às suas composições. Tião Carreiro assumiu publicamente seu apreço a Raul Torres e tem como título de um de seus discos, em dupla com Pardinho, uma composição do artista botucatuense: “Felicidade”. Suas composições também foram gravadas por outros artistas de renome, como: Luiz Gonzaga, Mococa e Paraíso, Duo Glacial, Irmãs Galvão, Daniel, Chitãozinho e Chororó, e em versões instrumentais com Tião Carreiro e com Renato Andrade.

BOTUCATU EM SUAS MÚSICAS
Embora não tenha encontrado referências a homenagens que autoridades botucatuenses lhe tenham prestado em vida (a primeira carta de um conterrâneo felicitando-o pelo trabalho partiu de Luiz Simonetti, em 1959, havia 32 anos de sua carreira artística), Raul Torres não deixou de citar o nome de sua terra natal em composições e gravações. Em “Quando eu Cantei no Rádio”, gravada em dupla com seu sobrinho Serrinha, menciona: “Eu vim de Botucatu viajando quase um dia inteiro para cantar em São Paulo na irradiação da Cruzeiro...”. Em outras duas composições, relançadas em CD pelo selo Revivendo, em 2004, e que chegaram aos Estados Unidos da América, Japão e alguns países do continente europeu, é possível ouvir Caninha Verde (“Falo verdade e também no cururú, Raul Torres é meu nome, eu sou de Botucatu”) e Desafio (“Eu nasci de madrugada, antes do galo cantá, eu nasci em Botucatu, a minha terra natá”). Esta última, gravada em dupla com Inezita Barroso. Raul Torres lembrava com orgulho de suas origens e sempre que podia visitava Botucatu. Numa dessas visitas, conheceu um boiadeiro e inspirou-se para compor os versos de uma das mais belas modas de viola de todos os tempos: Boiada Cuiabana (“Vou contar a minha vida do tempo que eu era moço....Eu saí do Alambari na minha besta ruana...”).

MÚSICAS EM TRILHAS SONORAS
Rôla...Rolinha – Filme “O Babão”;
Mestre Carreiro – Filme “Sertão em Festa”, com Tião Carreiro e Pardinho;
Cavalo Zaino – Novela “Cabocla”, levada ao ar pela Rede Globo de Televisão, com interpretação de Sérgio Reis;
Cabocla Tereza – Filme “Cabocla Tereza”.

FILME CABOCLA TEREZA ( 1982 )
Sumar apresenta
Cabocla Tereza
Eastmancolor
Co-produção : Mori Filmes
Direção : Sebastião Pereira
Montagem : Sylvio Renoldi
Fotografia : Eliseu Fernandes
Trilha sonora : Chantecler
Direção Musical : Aluisio Pontes
Música : João Pacífico e Raul Torres
Cantam : Francisco Tozzi, Adauto Santos e Bando de Macambira
Com : Zélia Martins, Sebastião Pereira, Carlito, Washington L. Bezerra (Tonton)
Participação especial : Jofre Soares
Ator Convidado : Chico Fumaça
Antonio Leme, J. Alves, Francisco Tozzi

SUCESSOS
Raul Torres foi compositor de inúmeros êxitos, tais como:
“CHICO MULATO” – Raul Torres e João Pacífico
(“Tapera de beira de estrada, que vive assim descoberta...”);
“CABOCLA TEREZA” – Raul Torres e João Pacífico
(“Há tempo eu fiz um ranchinho, pra minha cabocla morar...”);
“PINGO D’ÁGUA” – Raul Torres e João Pacífico
(“Eu fiz promessa pra que Deus mandasse chuva...”);
“MOURÃO DA PORTEIRA” – Raul Torres e João Pacífico
(“Lá no mourão esquerdo da porteira...”);
“BOIADA CUIABANA” – Raul Torres
(“Vou contar a minha vida do tempo que eu era moço...Eu saí de Alambari na minha besta ruana...”);
“SAUDADES DE MATÃO” – Raul Torres ( letra ), Jorge Galati e Antenógenes Silva
(“Neste mundo eu choro a dor, por uma paixão sem fim...”);
“COLCHA DE RETALHOS” – Raul Torres
(“Aquela colcha de retalhos que tu fizeste, juntando pedaço em pedaço foi costurada...”);
“CAVALO ZAINO” – Raul Torres
(“Eu tenho um cavalo zaino que na raia é corredor, já correu quinze carreira, toda as quinze ele ganhou...”)
Curiosidade: conheceu o rasqueado em viagem ao Paraguai e introduziu em terras brasileiras com a gravação desta canção;
“MODA DA MULA PRETA” – Raul Torres
(“Eu tenho uma mula preta tem sete parmo de artura...”);
“MODA DA PINGA” – Domínio Público
(“Com a marvada pinga é que eu me atrapaio...”)
Curiosidade: Inezita Barroso atesta que era de costume dos portugueses, quando uma música agradava, que as pessoas continuassem a compor seus próprios versos encaixando na melodia. “Eu fui numa festa no rio tietê, lá me deram pinga pra mim bebê, tava sem fervê”, segundo Inezita Barroso, são versos de autoria de Raul Torres.
“DO LADO QUE O VENTO VAI” – Raul Torres
(“Adeus morena eu vou do lado que o vento vai...Me fizeram judiação, é coisa que não se faz, adeus morena eu vou, adeus que eu vou pro sertão de Goiás”)

SUAS MÚSICAS ATRAVESSANDO FRONTEIRAS
MODA DA MULA PRETA – Argentina;
A CUÍCA TÁ RONCANDO – embora nem de carnaval fosse, essa composição de sua autoria faria enorme sucesso no carnaval carioca de 1935, e em Portugal.
Curiosidade: Osvaldinho da Cuíca revela que uma de suas fontes de inspiração foi o clássico "A Cuíca Tá Roncando", de Raul Torres. Gravado originalmente em 1935, pelo próprio autor, esse foi o primeiro samba paulista que obteve sucesso no resto do país. "Era um samba bem rural, bem caipira", relembra.
Lançados em 2004 pelo selo Revivendo, de Curitiba-PR, os CDs “Suspira Meu Bem”, “Tá vendo muié” e “Raul Torres e seus parceiros”, chegam aos mais diversos países, como Estados Unidos, França, Japão e Rússia.

IMPORTÂNCIA PARA A MÚSICA BRASILEIRA
Inezita Barroso, estudiosa do nosso folclore, apresentadora do programa “Viola, Minha Viola”, exibido pela TV Cultura, e que conviveu com Raul Torres, entende como contribuição maior do artista botucatuense para a música brasileira o seu elevado número de composições.
Introduziu a cuíca no disco, compôs e gravou o primeiro desafio (“Desafio número 1”, gravado com Nha Zefa), apadrinhou o primeiro 78 rpm de Cascatinha e Inhana.
Se a música sertaneja hoje encontra caminhos mais suaves para a divulgação em rádio e discos, deve-se também ao trabalho incansável de Raul Torres e ao pioneirismo de Cornélio Pires.

PRÊMIOS
Nos anos de 1954 e 1961, recebeu o Troféu “Roquete Pinto”, um dos mais importantes do rádio e TV, na categoria “Melhor Conjunto” – “Torres, Florêncio e Nininho” e “Torres, Florêncio e Castelinho”. Em 1970, a viúva viria a receber o mesmo troféu, na categoria “Preito de Saudade”.

AS HOMENAGENS PRESTADAS EM BOTUCATU E OUTRAS CIDADES
• Botucatu emprestou seu nome a uma rua do município e, em 2002, por iniciativa do vereador Luiz Carlos Rubio, o tornou patrono de escola (EMEFEI Raul Torres).
• Lançamento de Cartão Filatélico e quadro na Galeria dos Compositores Botucatuenses em homenagem ao Centenário de Raul Torres – Centro Cultural de Botucatu, julho de 2006.
• Tributo ao Centenário de Raul Torres realizado pela Prefeitura de Botucatu: shows com Pedro Bento e Zé da Estrada, Liu e Léu, Tinoco e Tinoquinho, entre outros; vídeo documentário “Toca Raul” e inauguração da estátua na praça Comendador Emilio Pedutti – novembro de 2006 a março de 2007.
• Programa “Viola, Minha Viola” – Especial ao Centenário de Raul Torres – levado ao ar pela TV Cultura nos dias 03 e 09 de junho de 2007;
• Rua Raul Montes Torres – Franca, SP;
• Rua Raul Torres – Marília e Osasco, SP.
• “A Vida de Raul Torres” – moda de viola gravada por Zé Carreiro e Carreirinho.

Resumo biográfico fornecido por Edson Carlos Nogueira
Botucatu, SP, maio de 2007.

Recolhido do site www.recantocapira.com.br

Cantor Tinoco recebe homenagens em São Paulo pelos seus 91 anos

Tinoco, um dos maiores intérpretes da música caipira de raiz, que fazia dupla com o irmão Tonico, comemorou mais um ano de vida com muita festa em Botucatu (SP).

domingo, 4 de dezembro de 2011

Sócrates Brasileiro

Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira (Belém, 19 de fevereiro de 1954 –– São Paulo, 4 de dezembro de 2011), o Doutor Sócrates, Doutor, Magrão, mais conhecido como Sócrates, foi um dos melhores jogadores de futebol do Brasil e um dos maiores ídolos do Corinthians ao lado de Luisinho, Cláudio, Roberto Rivellino, Neto, Marcelinho Carioca dentre outros. Ídolo também do Botafogo Futebol Clube de Ribeirão Preto. Era irmão de Raí, outro famoso futebolista. Era também médico, além de ser articulista da revista CartaCapital e comentarista do programa Cartão Verde da TV Cultura.

Única unanimidade em uma pesquisa realizada, em 2006, pela Revista Placar para escolher o "time de todos os tempos" do Corinthians. Novamente, a única unanimidade, em uma pesquisa com especialistas, para escolher os dez maiores ídolos da história do Corinthians. Eleito em 1983 o melhor jogador sulámericano do ano. Escolhido pela FIFA em 2004 como um dos 125 melhores jogadores vivos da história e considerado por muitas pubicações especializadas, como CNN, World Soccer e Placar, como um dos grandes jogadores de todos os tempos, foi um atleta reconhecido por seu estilo elegante. Uma característa do jogador que marcou sua passagem pelo futebol foi a sua habilidade e uso inteligente do calcanhar. Mas era um jogador completo, marcava gols de falta, de cabeça e fora-da-área com frequência. Dava assistências perfeitas para seus companheiros marcarem muitos gols.

Foi revelado pelo Botafogo, clube de Ribeirão Preto, onde foi considerado um fenômeno desde o início, pois quase não treinava em função de frequentar o curso de medicina na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP). Nesse time ele foi campeão da Taça Cidade de São Paulo 1977 e artilheiro do campeonato. Também se destacou no Campeonato Brasileiro, autor de um célebre gol de calcanhar contra o Santos em plena Vila Belmiro.

Socrátes se firmaria no Corinthians em 1978, refazendo a dupla com seu ex-companheiro Geraldo Manteiga. Mas seus grandes companheiros de ataque nesse time seriam Palhinha e o amigo Casagrande. Sócrates só aceitou jogar para valer depois que se formou na faculdade de medicina. Na Seleção Brasileira estrearia em 1979.

Foi uma das estrelas de dois dos maiores esquadrões do futebol mundial: a Seleção Brasileira de Futebol da Copa do mundo de 1982 e o Corinthians da década de 80. Teve ótimas atuações, marcou dois belíssimos gols nos jogos dificílimos contra URSS e Itália, e mostrou toda sua categoria. Mas não foi o suficiente para o Brasil se sagrar campeão.

Na Copa do Mundo de 1986 estaria novamente em ação, mas já fora de forma ideal. Ficaria ainda marcado pelo penâlti desperdiçado contra a França, na decisão que desclassificou o Brasil.

Neste videos, os últimos gols de Sócrates pela Seleção Brasileira

Depois de uma rápida e decepcionante passagem pelo Fiorentina, prejudicado pelos companheiros de quem suspeitava que manipulassem resultados, Sócrates retornou ao Brasil para encerrar a carreira aonde atuaria ainda no Flamengo, no Santos e no Botafogo de Ribeirão Preto. Em 2004, atendendo a um convite de um amigo, ele participou de uma partida com a camisa do Garfoth Town, equipe da oitava divisão da Inglaterra.

Ficheiro:Socrates (futebolista) participando do movimento político Diretas Já.jpg

Fora do futebol, Sócrates sempre manteve uma ativa participação política, tanto em assuntos relacionados ao bem-estar dos jogadores quanto aos temas correntes do país. Participou da campanha Diretas Já, em 1984 e foi um dos principais idealizadores do movimento Democracia Corintiana, que reivindicava para os jogadores mais liberdade e mais influência nas decisões administrativas do clube.

Morte

Em agosto de 2011, Sócrates foi internado na UTI do Hospital Israelita Albert Einstein devido a uma hemorragia digestiva alta causada por hipertensão portal. Ainda em 2011, Sócrates seria internado mais uma vez devido a uma suposta intoxicação alimentar, que acabou por se transformar em um grave quadro de choque séptico em razão de sua condição de saúde já debilitada. O jogador morreu às 4:30 da manhã de 4 de dezembro de 2011, em decorrência do choque séptico.

No dia de sua morte, o Corinthians, seu time do coração, sagrou-se pentacampeão brasileiro de futebol.

Ao Dr. Sócrates, a homenagem do Clube da Viola de Bauru; aos familiares, amigos e fãs, no profundo pesar.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Almoço, Catira e Viola

Apresentação Boi à Bessa

Espetinho à Bessa

O Clube da Viola de Bauru se apresenta nesse domingo, a partir da 12h00, no Restaurante Espetinho à Bessa, na Avenida Nossa Senhora de Fátima, 9-55, no Jardim América, em Bauru. A entrada é franca; será cobrado apenas o consumo. Informações pelo telefone e e-mail acima.

domingo, 27 de novembro de 2011

Livro Sorocabinha

Paixão do sertanejo Sorocabinha pelas modas de viola grava o primeiro disco em 1929, com a “Turma Caipira de Cornélio Pires”.

Lançamento: 29 de novembro de 2011

Horário: 18:30 horas às 21:30

Local: Livraria da Vila, rua Fradique Coutinho, 915 – Vila Madalena – São Paulo

As notícias nos jornais de 1929 eram sobre a música sertaneja de raiz, do folclore paulista. Cornélio Pires investira na produção independente dos discos com a “Turma Caipira Cornélio Pires”.

Foi para atender ao pedido de Cornélio que Olegário José de Godoy – Sorocabinha, violeiro de Piracicaba, organizou um grupo com vários músicos para fazer parte dessa Turma. Com o sucesso de vendas do primeiro disco 78 rpm gravado pela Turma, as gravadoras tiveram grande interesse em lançar outros discos do gênero. Estes e outros fatos mais marcantes são contados por Maria Immaculada da Silva, filha do violeiro e autora do livro Sorocabinha.

O personagem central Sorocabinha viveu 100 anos e passou por várias fases na evolução do disco e do rádio, chegando também a participar do filme Vamos passear?, de Cornélio Pires. Com Mandy (Manoel Rodrigues Lourenço) gravou 70 discos, produzidos por RCA-Victor, Odeon, Columbia e Parlophon. Essa dupla sertaneja tornou-se uma referência para as novas duplas que se formaram depois, como Tonico e Tinoco.

O livro contém muitas informações que podem ser utilizadas por pesquisadores, por reviver o período inicial da história da música sertaneja de raiz. Traz também ilustrações, fotos de época restauradas e texto atualizado e revisto pela nova ortografia.

Vinte músicas, entre elas modas de viola e desafios, foram restauradas e remasterizadas digitalmente para compor o CD de áudio que acompanha o livro Sorocabinha.

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Enviado pelo Escritor Israel Lopes

Site: www.sorocabinha.com.br

Contato: contato@sorocabinha.com.br / Fone: (11) 3032 0132

O Cururu, Origens e Definições

Por Sérgio Santa Rosa

Sérgio Santa Rosa é jornalista e autor do livro “Prosa de Cantador”, à venda pelo site www.abacateiro.com

De maneira simples, podemos definir o cururu como desafio cantado, praticado na região do Médio Tietê. No entanto, existem muitas definições mais completas e menos consensuais, que levam em conta algumas hipóteses para a origem da manifestação.

Para João Chiarini, o cururu é uma “competição popular, luta amistosa entre canturiões”. Ele discorda dos que definem o cururu como uma dança, em razão da pobreza coreográfica. Para Chiarini os cururueiros simplesmente rodavam, o que por si só, não caracterizaria uma dança. O cururu seria uma cantoria de origem luso-afro-indígena.

A corrente que crê que o cururu seja uma dança tem representantes de peso como Mário de Andrade, Antônio Candido, Alceu Maynard de Araújo e Câmara Cascudo. Mas mesmo entre eles não há consenso. Mário de Andrade, Alceu Maynard e Antônio Candido entendem que o cururu teve origem a partir da adaptação das danças cerimoniais indígenas, enquanto Câmara Cascudo fala em “invenção jesuítica para efeitos catequéticos”; daí seu caráter respeitoso, desprovido de intenções sexuais.

Se não há consenso, é certo, porém, que o cururu sofreu transformações e hoje é apenas um desafio entre cantadores, uma forma de repentismo caipira, em que, pelo menos desde a década de 1950, inexistem movimentos coreográficos.

O professor Alberto Ikeda elabora uma seqüência das transformações ocorridas na manifestação:

1) Danças cerimoniais indígenas;
2) reinterpretação das danças derimoniais indígenas
3)cururu-dança: dançado em roda, diante dos altares, com temática predominante religiosa e com canto improvisado (desafio implícito). Comum no ambiente rural;
4) cururu cantoria-de-improviso: adaptado ao ambiente urbano como espetáculo, sem dança, com temática profana (desafio explícito);
5) cururu-canção: gênero de canção sertaneja, com permanência apenas do ritmo tradicional.

Mas o que dizem os cantores remanescentes, os verdadeiros transmissores da tradição, sobre as origens do cururu? O canturião Abel Bueno, de Piracicaba afirmou:
Tem historiador que fala que o cururu é de Portugal. Eu falo que não porque se fosse, lá tinha cantador e lá não tem. O cururu foi criado aqui na Média Tietê, no triângulo Sorocaba, Piracicaba e Botucatu, incluindo as cidades aqui no ramal. Quando começaram a cantá o cururu foi na saída da bandera, quando criaro a bandera do Divino, em São Sebastião da Pedra Grande, que depois passo a chamá Capela de São Sebastião e hoje chama distrito de Laras, em Laranjal Paulista.

Outro veterano de cantoria, Horácio Neto, de 84 anos, me corrigiu quando falei em cururu dançado, mostrando uma concepção da coreografia mais próxima da de João Chiarini:

Num é bem dança. É virano em roda.

Mais poética que todas as definições e teorias elaboradas pelos estudiosos é a origem mítica do cururu cantada de Pedro Chiquito na gravação “CururuAntigo”, lançada em disco de 78 rotações, no início da década de 1960.

Me falô os antepassado
De uma lenda que existiu:
Santo Onofre e São Gonçalo
Um dia esses dois reuniu.
Da barba de São Gonçalo

Retiraram 12 fio;
Encordoaro na viola
Com toêra e canotio.
Desse dia por diante
Foi que o cururu existiu.

Tão controversa quanto as origens da manifestação são as possíveis origens da sua denominação. Alceu Maynard cita Basílio de Magalhães que afirma ser cururu a palavra usada para dizer sapo, na língua indígena abanheenga. Segundo ele, a expressão “sapo cururu” é pleonasmo. Outra hipótese também aventava por Alceu Maynard é que cururu seja a corruptela, em língua tupi, da palavra “cruz”, que antigamente seria pronunciada “cruce” ou “curu” pelo catequisador.

O folclorista sorocabano Benê Cleto aceita a origem da denominação da manifestação folclórica na palavra “cururu”, como o sentido de sapo em nheengatu. O cantador Luizinho Rosa também vai no mesmo sentido:           

O cururu, ele vem mais o mêno de um histórico que é o nome antigo do sapo. Sapo, porque vem dos índio que dançava tudo pulano que nem sapo. Então surgiu essa lenda do cururu com o nome de sapo. Esse é o começo do cururu.

Área de Ocorrência

A denominada “zona cururueira” é a região conhecida por Vale do Médio Tietê. Outros preferem circunscrever o cururu à área compreendida entre os municípios de Piracicaba, Sorocaba e Botucatu.

O fato é que, além dessas três cidades, o cururu paulista pode ser encontrado em localidades como Votorantim, Piedade, Pilar do Sul, Ibitiruna, Pirambóia, Laras, Laranjal Paulista, Vitoriana, Piapara, Araçoiaba da Serra, Itapetininga, Angatuba, Maristela, Conchas, Pereiras, Rubião Junior, Pardinho, Porto Feliz, Tietê, Jumirim, Bofete, Porangaba, Cesário Lange, Capivari, Saltinho, Rio das Pedras, Tatuí, Boituva, Cerquilho, Mombuca, Quadra, Santa Bárbara d`Oeste, Artemis, São Pedro, Anhembi, Salto de Pirapora, Itu, Rafard, Iperó e Capela do Alto, entre outras.

Existe cururu também nos estados de Mato Grosso e Goiás, embora com caracterísiticas específicas, o que reforça a tese de sua disseminação através da ação dos bandeirantes.

Dentro da sua área de ocorrência, o cururu paulista ainda pode ser encontrado nas festas dos bairros rurais, arrabaldes, capelas e pousos do Divino realizados em sítios. No entantanto, é provável que atualmente aconteçam mais cantorias na zona urbana do que na rural. O cururu, que durante um determinado período, ocupou grande espaço nos teatros, nas rádios e nas praças centrais, hoje sobrevive em espaços menores.

Ainda existem programas de rádio, principalmente em Sorocaba, mas não é algo tão comum pela região do Médio Tietê, como foi em outros tempos. Também são frequentes algumas cantorias promovidas pelas prefeituras em datas especiais ou por instituições como o Sesc. Porém, o principal espaço do cururu atual parece ser mesmo os bares, lanchonetes e festas privadas realizadas principalmente nas periferias das cidades.

A Viola e o Violeiro

De fato, a viola é o instrumento base da cantoria, embora não seja o único. Antigamente, era muito comum o uso do reco-reco ou reque-reque feito de bambu e também do adufe, irmão mais velho do conhecido pandeiro.

Hoje em dia, como a maioria das cantorias é realizada com o auxílio de aparelhagem de som, a viola reina quase exclusiva, às vezes acompanhada de violão. Nas apresentações ao vivo os instrumentos de percussão são menos utilizados do que em outros tempos, porém, nas gravações em estúdio o uso do pandeiro é constante. Ocasionalmente, há contra-baixo e violões. No cd “Os Reis do Cururu Sorocabano”, os cantores Rubens Ribeiro, Carlos Caetano, Cido Garoto e Dito Carrara são acompanhados pelo acordeonista Guazzeli.

Mas é a viola quem dita o ritmo da cantoria e há um discurso recorrente entre violeiros e cantadores, dando conta de que o acompanhante de cururu precisa possuir habilidades especiais. Dizem que mesmo o grande Tião Carreiro, apreciador de cururu, não conseguia acompanhar bem os cantadores.
Em seu livro “Cururu: retratos de uma tradição”, Cido Garoto, com autoridade de quem foi violeiro antes de ser cantador, explica as habilidades que o acompanhante de cururu deve ter:

O cururu não é como uma música sertaneja, com um mesmo ritmo do início ao fim. Por ser um repente, o cantador de cururu às vezes se enrosca, engole um tempo ou meio do compasso, pronuncia uma palavra muito comprida, perde a matemática e atravessa o ritmo.
O violeiro prático em cururu sabe de tudo isso e fica atento. Se acontecer, ele dá um repique no ritmo, podendo assim adiantar ou segurar o compasso. A platéia nem percebe.

Além de bom acompanhador, o violeiro precisa ser discreto. Afinal, é o cururueiro quem deve brilhar na cantoria. O violeiro também pode ajudar fazendo o baixão e ajudando na segunda voz, nos moldes de que fazia o “segunda” do cururu antigo.

Afinada normalmente em cebolão, a viola pode ser tocada de maneira simplesmente “batida” ou cheia de floreios e ponteados. Dizem que, no cururu antigo, a viola simplesmente acompanhava o ritmo da toada executada pelo cantador. Esse estilo de acompanhamento ainda é utilizado, mas hoje muitos violeiros gostam de tocar num estilo um pouco mais trabalhado, que mistura ponteios e preparações, além de manter o ritmo da toada.    

Assim como ocorre com os cantores, a maioria dos violeiros atribui seus dotes como músicos ao auto-aprendizado e a um dom divino. O discurso de que o talento para tocar viola está no sangue também surge com freqüência.

Muitos cantadores respeitados começaram como violeiros e daí migraram para a frente do palco. Jonata Neto foi violeiro de Luizinho Rosa, Sílvio Pais tocou para João Davi e Cido Garoto para Sílvio Pais e Dito Carrara. Até mesmo Manezinho Moreira, tido como o maior violeiro do período de mais sucesso do cururu piracicabano, acabou assumindo a posição de canturião.

Sérgio Santa Rosa é jornalista e autor do livro “Prosa de Cantador”, à venda pelo site www.abacateiro.com

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Show "Colorido" com Fernando Caselato

Show "Colorido" com Fernando Caselato

área: música

O violeiro e compositor Fernando Caselato convida o público para um passeio pela sonoridade musical das cinco regiões brasileiras em Colorido.
O espetáculo será apresentado em Bauru, no próximo dia 10 de novembro (quinta-feira), às 20h, no Centro Cultural de Bauru. O show terá participação especial de Levi Ramiro.

A entrada é franca.
O show, inteiramente instrumental, trará 20 composições de Caselato, que traduzem os sotaques e diversidade rítmica das regiões Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Ritmos como o carimbó, da região Norte; o maracatu, do Nordeste; o rasqueado do Centro-Oeste; o batuque e o choro da região Sudeste e a milonga da região Sul pontuam as composições, que contêm ainda elementos da linguagem jazzística, com harmonias bem elaboradas, ricas melodias e pitadas de improvisação.
Ao explorar as potencialidades rítmicas e melódicas das cinco regiões brasileiras, Fernando Caselato utiliza a técnica a serviço de uma concepção musical muito mais abrangente, que procura testemunhar sua época com um pé fincado nas raízes da música brasileira e outro na universalidade.
O músico Violeiro, instrumentista, revelação nacional da viola instrumental em 2004, Fernando Caselato segue a linha do improviso com matizes brasileiros.
Participou em diversos trabalhos, encontros, eventos e prêmios como o CD ao vivo no teatro Alfa em São Paulo pelo Prêmio Syngenta de Música Instrumental de viola – 2004, a 8° Mostra Brasil Instrumental de Tatuí – 2008, e o Circuito Syngenta de viola instrumental 2009, além de shows e oficinas nas unidades do SESC – SP, participações em CDS como instrumentista e arranjador, trilhas e programas de rádio e TV.
Lançou em 2005 o CD Pé de Viola, com sua viola brasileira, onde os ritmos típicos da música caipira e regional do Brasil como toada, rasqueado, chamamé, cateretê, batuque, pagode de viola, arrasta-pé, baião, maracatu e o choro, são executados com arranjos que vão da simplicidade à sofisticação.
O CD Solo das Cores, produzido por Swami Jr, traz uma mostra das recentes composições e arranjos de Fernando Caselato. Para a gravação do álbum, Fernando Caselato contou com participações de importantes nomes do cenário da música instrumental brasileira atual, como Swami Jr, Luiz Guello, Chico Saraiva, Daniel Murray, Alexandre Ribeiro e Julio Barro.
Seu recente álbum, Cordas Brasileiras – Fernando Caselato & Quarteto Tau, um projeto inédito produzido por Paulo Bellinati, faz a união da viola brasileira com o quarteto de violões, que traça um panorama da música brasileira, desde Nazareth, passando por Angelino de Oliveira, Garoto, até chegar à música de Paulo Bellinati e Weber Lopes e outros grandes jovens compositores da cena atual, como Chico Saraiva, Emiliano Castro, Fernando Caselato e Daniel Murray.

10 de novembro |quinta-feira às 20h

local: Teatro Municipal - Centro Cultural de Bauru

entrada franca

patrocínio: Syngenta

realização: 3S Projetos

apoio: Secretaria Municipal de Cultura

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Inscrições abertas para aulas de Viola e Violão

O Clube da Viola de Bauru através do Projeto “Acordes de Viola” integrante do “Ponto de Cultura” do Ministério da Cultural e Secretaria de Cultura da Prefeitura de Bauru, abre novas inscrições para novas turmas de aulas de violão e violão. As aulas serão ministradas às terças-feiras na Sede do Clube, na Rua Rui Barbosa, 17-51, no Jardim Bela Vista (CSU), local onde deverão ser feitas as inscrições, no dia 07/11/2011, das 14h00 às 18h00. São 5 vagas para violão iniciante, turma das 15h00, dez vagas para viola, turmas das 16h00 e 5 vagas para violão, turmas das 17h00. Interessados deverão levar documento de identidade com foto recente. Informações pelos telefones (14) 9748-6106, 3234-3195. Não fazemos inscrições, nem reservamos vagas por telefone.

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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Aulas de viola e violão grátis

Aulas06

Aulas de Viola grátis no Clube da Viola
Incrições abertas (14 9748-6106)
 

Aulas08

Aulas de Violão grátis no Clube da Viola
Incrições abertas (14 9748-6106)
 

De Moraes, o compositor do Hino dos Mineiros

Pessoal, vejam que preciosidade nos enviou nosso amigo e colaborador Ademar Afonso!

Obrigado, Ademar!

De Moraes – José Duduca de Moraes

19/3/1912  Santa Maria de Itabira, MG

25/11/2002  Juiz de Fora, MG

De Moraes - Capa do CD

De Moraes - Relação das Músicas e autores

De Moraes - Ficha Técnica e Agradecimentos

De Moraes - Biografia1

De Moraes - Biografia2

De Moraes - Biografia3

De Moraes - Biografia4.

DOWNLOAD

domingo, 30 de outubro de 2011

Osmano teve morte incefálica

osmano-manito-meu-serta

MÉDICOS DECLARAM MORTE ENCEFÁLICA DO CANTOR OSMANO

Osmano primeira voz da famosa dupla sertaneja de Patos de Minas. Osmano está internado no Hospital São Lucas em estado grave. Na manhã de hoje, a família recebeu a comunicação oficial dos médicos do diagnóstico de morte encefálica, quadro irreversível. O cantor respira com a ajuda de aparelhos e continua internado na UTI.

Osmano

Reportagem: Milene Mesquita
Imagens: Itamar Castro
Edição: Daniel Marques

Falei, há alguns minutos, com um dos sobrinhos de Osmano, filho do Manito, que me confirmou que o tio continua internado, mas, segundo os médicos, o estado dele é irreversívels.

Nós do Saudade Sertaneja, lamentamos e enviamos nosso conforto a toda a família, amigos e fãs de Osmano e Osmanito.

Tião Camargo