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segunda-feira, 30 de julho de 2012

José Fortuna

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"COM LICENÇA SERTÃO, COM LICENÇA AMIGO OUVINTE DOS MAIS DISTANTES RINCÕES DE NOSSA PÁTRIA. VAMOS ENTRAR EM SUA CASA, NÃO PODENDO APERTAR A SUA MÃO, PORQUE NOS ENCONTRAMOS DISTANTES, ACEITE ATRAVÉS DESSE MICROFONE, O NOSSO CORDIAL BOA NOITE".

JOSÉ FORTUNA nasceu na cidade de Itápolis, Estado de São Paulo, no dia 02 de outubro de 1923.

Compôs sua primeira música no dia 26 de setembro de 1942, mas desde cedo, ainda criança, em suas andanças com o pai pela lavoura, já escrevia versos com pedaços de madeira, no chão de terra por onde caminhava. Sua primeira música gravada foi a “Moda das Flores”, no dia 04 de abril de 1944, por Tôrres e Florêncio, e desde então nunca mais parou. Nos próximos quarenta anos ele comporia e gravaria perto de duas mil músicas, algumas com mais de cinquenta regravações.

Um de seus maiores sucessos foi a versão da guarânia “ÍNDIA”, composta há sessenta anos, do outro lado de “MEU PRIMEIRO AMOR”, também versão de José Fortuna, gravados originalmente por Cascatinha e Inhana, no ano de 1952, músicas que chegaram a vender na ocasião mais de um milhão de cópias. Estas duas composições foram regravadas por dezenas de duplas sertanejas, como também por intérpretes da música popular brasileira, como por exemplo: Agnaldo Timóteo, Ângela Maria, Nara Leão, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gal Costa, que regravou “ÍNDIA”, nome dado a um de seus shows no Canecão-Rio de Janeiro. Recentemente a obra foi tema da novela global “ALMA GÊMEA”, de Walcir Carrasco, na interpretação de ROBERTO CARLOS.

“Meu Primeiro Amor”, a versão para “LEJANIA”, composta no mesmo ano para o outro lado de “INDIA”, e também muito regravada, foi relançada nos últimos anos pelos intérpretes Joana e Fagner. Uma curiosidade é que “ÍNDIA”, foi a responsável pela introdução da guarânia como estilo musical no Brasil, posto que até então tal gênero musical era desconhecido por aqui, não possuindo mercado propício para a sua expansão, e assim sendo, após o enorme sucesso gravado por Cascatinha e Inhana, intensificou-se o intercâmbio cultural entre Brasil e Paraguai. Estas duas guarânias, bem como outras de autoria de José Fortuna, tais como: ANAHY, SOLIDÃO, MINHA TERRA DISTANTE, VAI COM DEUS, etc... geraram inúmeras regravações, inclusive no exterior.

Entretanto, José Fortuna não foi na sua essência, um compositor de guarânias somente, mas sim de uma grande versatilidade de estilos musicais. Outros de seus grandes sucessos foram as músicas: LEMBRANÇA, PAINEIRA VELHA, BERRANTE DE OURO, CHEIRO DE RELVA, TERRA TOMBADA, O SELO DE SANGUE, ROSTO MOLHADO, VINTE E QUATRO HORAS DE AMOR, ESTEIO DE AROEIRA, A MÃO DO TEMPO, O IPÊ E O PRISIONEIRO, O VAI E VEM DO CARREIRO, etc...todas com várias regravações.

Durante todo este tempo, e paralelamente às suas atividades como compositor, José Fortuna mantêve um trio, do qual pertencia também seu irmão Euclides Fortuna, o “Pitangueira”, formando com Zé do Fóle o Trio “OS MARACANÃS”. Eles gravaram mais de quarenta LPs e dezenas de discos ainda em 78 rotações, como também muitos compactos com músicas de José Fortuna. Apresentaram-se em todas as emissoras da Capital e do interior. Curiosamente foi o Trio que inaugurou o canal 5, hoje Rede Globo de Televisão, no ano de 1950.

Além de compositor, José Fortuna foi também autor e escritor de 42 peças de teatro, tais como “O PUNHAL DA VINGANÇA”, “O SELO DE SANGUE”, “VOZ DE CRIANÇA”, “LENDA DA VALSA DOS NOIVOS”, “CRIME DE AMOR”, “OS VALENTES TAMBÉM AMAM”, “CORAÇÃO DE HOMEM”, etc... percorrendo por conseguinte todo o Brasil, e algumas cidades da América do Sul, com sua Companhia Teatral Maracanã. Além de escritor, atuava também como ator de destaque em todas as suas criações teatrais, e sua Companhia Teatral acabou por receber inúmeros prêmios e troféus, tornando-se assim conhecidos dentro do universo da música sertaneja como “OS REIS DO TEATRO”.

Em meio a todas essas atividades, publicou também 40 livretos com as letras de suas obras musicais e dezenas de estórias completas, todas em verso - Literatura de Cordel.

Após o encerramento das atividades com sua Companhia Teatral, por volta de 1975, passa então a se dedicar com maior afinco à composição. É a época dos grandes Festivais de Música Sertaneja promovidos pela Rádio Record, em que ele começa a trabalhar em parceria com Carlos Cezar. Participa então seguidamente de mais de 20 Festivais, obtendo sempre as primeiras colocações, principalmente na Capital, onde nos anos de 1979, 1980 e 1981 venceu-os consecutivamente. Em um deles, no ano de 1979, obtém os três primeiros lugares com as músicas: “Riozinho”(1º lugar), “Berrante de Ouro”(2º lugar) e “Brasil Viola”(3º lugar).

“Berrante de Ouro”, por exemplo já tem mais de setenta regravações. Isto tudo ocorreu em meio a Festivais onde participavam mais de 13.600 concorrentes, durante um período de seis meses, com eliminatórias em todas as Capitais e grandes cidades brasileiras.

Em 1981, também no Festival da Rádio Record, concorrendo com mais de dez mil composições, obtêve o primeiro lugar com a música “O VAI E VEM DO CARREIRO”, além de ganhar, juntamente com Carlos Cezar, os troféus de melhor letra, melodia, orquestração, interpretação e arranjo.

Ainda em 1979, a Secretaria do Trabalho do Estado de São Paulo, oficializou “O Hino do Trabalhador Brasileiro”, de José Fortuna e Carlos Cezar.

No âmbito da música sertaneja pode-se afirmar que não há um intérprete que não tenha gravado obras de José Fortuna, desde Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo, João Paulo e Daniel, Milionário e José Rico, Tião Carreiro e Pardinho, Tonico e Tinoco(estes inclusive gravaram um LP com doze faixas só com obras de José Fortuna, homenageando o compositor), Sérgio Reis, Roberta Miranda, Cezar e Paulinho, Mococa e Paraíso, enfim, todos os intérpretes do gênero sertanejo, têm com certeza em seu repertório passado ou recente, obras musicais de José Fortuna.

Um fato curioso acontecido em sua vida, foi quando da inauguração da cidade de Brasília, ocasião em que José Fortuna têve o prazer de receber das mãos do então Presidente da República Juscelino Kubitschek de Oliveira, um cartão de congratulações e mérito por sua composição “SOB O CÉU DE BRASÍLIA”, tida como o Hino Inaugural de Brasília.

O Rádio também foi outra de suas grandes paixões. Foi radialista durante toda a sua vida artística, e apresentou o Programa José Fortuna em quase todas as Rádios da Capital: Tupi, Piratininga, Gazeta, Jornal, Record, Nove de Julho, São Paulo, Cometa, Nacional, Difusora, Globo, Morada do Sol, etc...

Ao longo de sua vida, têve o prazer de receber inúmeros troféus, títulos e congratulações, destacando-se dentre estes: o título de Cidadão Osasquense, o Cartão de Prata e a Medalha Anchieta por iniciativa da Câmara Municipal do Estado de São Paulo, o Título de Cidadão Paulistano, também por iniciativa da Câmara Municipal, a Sala José Fortuna no Museu de sua Cidade Natal Itápolis, bem como a Avenida José Fortuna, naquela mesma cidade, inaugurada por ele apenas vinte dias antes do seu falecimento.

Outras cidades que o homenagearam, dando o seu nome à algumas praças e ruas são: São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, Guarulhos, São Paulo ( São Miguel Paulista), Osasco, Blumenau (Santa Catarina), São Carlos, Mogi das Cruzes, Mogi-Mirim, etc...

José Fortuna faleceu no dia 10 de novembro de 1983, em sua casa, na cidade de São Paulo, do mal de Chagas que o acompanhou durante toda a sua vida, deixando sua esposa Durvalina e suas duas filhas Iara e Marlene.

Deixou inéditas perto de novecentas obras musicais, que foram sendo musicadas e gravadas por seus diversos parceiros, dentre estes destacando-se com maior afinco Paraíso, co-autor juntamente com José Fortuna de inúmeras obras musicais, tais como: O IPÊ E O PRISIONEIRO, AVENIDA BOIADEIRA, ATALHO, RAÍZES DO AMOR,... sendo também o responsável pela administração de todo o repertório atual de José Fortuna.

O compositor está sepultado no Cemitério do Morumbi, na Capital, e em sua campa há uma estrofe de um poema seu musicado, que se intitula “O SILÊNCIO DO BERRANTEIRO”:

“AQUI ESTOU MEUS VELHOS COMPANHEIROS
OLHEM PRA CIMA, PRA ME VER PASSANDO
EM MEU CAVALO, RAIO DE LUAR
PELO ESTRADÃO DE ESTRELAS GALOPANDO
O MEU BERRANTE HOJE SÃO TROMBETAS
QUE OS ANJOS TOCAM CHAMANDO A BOIADA
DE NUVENS BRANCAS NO SERTÃO DO ESPAÇO
VINDO AO CURRAL AZUL DA MADRUGADA”.

fonte: http://www.josefortuna.com.br/biografia.php

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Tião Camargo, Jotha Camargo, João Ferreira e Maria Ferreira

Tião Camargo, Jotha Camargo, João Ferreira e Maria Ferreira

 

Parte da apresentação ao vivo na Rádio Auri Verde de Bauru

Música “Chitãozinho e Chororó” de Serrinha e Athos Campos

terça-feira, 10 de julho de 2012

Catira na Escola Viver, Bauru

Preservando a Cultura Caipira. Parabéns!

Catira na Festa Junina da Escola Viver Waldorf de Bauru realizada em 23 de junho de 2012.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Luar do Sertão

Qual a letra original de Luar do Sertão? Até com Tonico e Tinoco existem gravações diferentes, inclusive sem a última estrofe.

Luar do Sertão com Vicente Celestino (1952)

Depois não querem que odeio o sertanejo universitário

Antônio Vicente Filipe Celestino (Rio de Janeiro, 12 de setembro de 1894São Paulo, 23 de agosto de 1968) foi um dos mais importantes cantores brasileiros do século XX.

Ah que saudade
Do luar da minha terra
Lá na serra branquejando
Folhas secas pelo chão

Este luar cá da cidade tão escuro
Não tem aquela saudade
Do luar lá do sertão

Não há oh gente oh não
Luar como este do sertão
Não há oh gente oh não
Luar como este do sertão

A gente fria
Desta terra sem poesia
Não se importa com esta lua
Nem faz caso do luar

Enquanto a onça
Lá na verde da capoeira
Leva uma hora inteira
Vendo a lua a meditar

Não há oh gente oh não
Luar como este do sertão

Ai quem me dera
Que eu morresse lá na serra
Abraçado à minha terra
E dormindo de uma vez

Ser enterrado numa grota pequenina
Onde à tarde a surubina
Chora a sua viuvez

Não há oh gente oh não
Luar como este do sertão
Não há oh gente oh não
Luar como este do sertão

Luar do Sertão

Tonico e Tinoco

Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão

Ó, que saudade do luar da minha terra
Lá na serra branquejando folhas secas pelo chão
Esse luar lá na cidade tão escuro
Não tem aquela saudade
Do luar lá do sertão

Se a lua nasce por detrás da verde mata
Mas parece um sol de prata
Prateando a solidão
E a gente pega a viola que ponteia
E a canção e a lua cheia
A nos nascer do coração

Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão

Coisa mais bela neste mundo
Não existe
Do que ouvir um galo triste
No sertão se faz luar
Parece até que a alma da lua
É que diz, canta
Escondida na garganta
Desse galo a soluçar

A quem me dera
Eu morresse lá na serra
Abraçado a minha terra
E dormindo de uma vez
Ser enterrado numa grota pequenina
Chora a sua viuvez

Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão

Luar do Sertão é uma toada brasileira de grande popularidade. Seus versos simples e ingênuos elogiam a vida no sertão, especialmente o luar. Catulo da Paixão Cearense defendeu em toda a sua vida que era seu autor único, mas hoje em dia se dá crédito da melodia a João Pernambuco (1883-1947). É uma das músicas brasileiras mais gravadas de todos os tempos.

Homem simples, sequer alfabetizado, João Pernambuco, a certa altura de sua vida, queixava-se de ter sido vítima de plágio, por parte de Catulo, quanto à autoria desta modinha. Segundo Mozart Bicalho, Catulo "disse uma vez que o Luar do sertão era uma melodia nortista, mais ou menos pertencente ao domínio folclórico". O próprio Catulo, em entrevista a Joel Silveira, declarou: "Compus o Luar do Sertão ouvindo uma melodia antiga (...) cujo estribilho era assim: 'É do Maitá! É do Maitá'". O historiador Ary Vasconcelos, em Panorama da música popular brasileira na belle époque, diz que teve a oportunidade de ouvir Luperce Miranda tocar ao bandolim duas versões do É do Maitá: a original e "outra modificada por João Pernambuco", esta realmente muito parecida com Luar do sertão".

Leandro Carvalho, estudioso da obra de João Pernambuco e organizador do CD João Pernambuco - O Poeta do Violão (1997), declarou: "Por onde João andava, Catulo estava atrás, anotando tudo; foi o que aconteceu com Luar do Sertão: Catulo ouviu, mudou a letra e disse que era sua".

  • Luar do Sertão foi prefixo musical da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, a partir de 1939.
  • A música foi tocada, por Pixinguinha, Donga e alguns amigos, no enterro de João Pernambuco (Rio de Janeiro. 16 de outubro de 1947)que não teve maiores homenagens.
  • A Rádio Nacional PRE-8, emissora de Rádio criada no Rio de Janeiro em 1936 a partir da compra da Rádio Philips, por 50 contos de réis, tinha como seu primeiro prefixo (a partir de 1939), a música Luar do sertão, tocado em vibrafone por Luciano Perrone.
  • Foi cantada por Marlene Dietrich em sua visita ao Brasil em 1959 ensinada fonéticamente a ela por Cauby Peixoto

Catulo da Paixão Cearense (São Luís do Maranhão, 8 de outubro de 1863Rio de Janeiro, 10 de maio de 1946) foi um poeta, músico e compositor brasileiro. A data de nascimento foi por muito tempo considerada dia 31 de janeiro de 1866, pois a data original foi modificada para que Catullo pudesse ser nomeado ao serviço público.

Filho de Amâncio José Paixão Cearense (natural do Ceará) e Maria Celestina Braga (natural do Maranhão)

Mudou-se para o Rio em 1880, aos 17 anos, com a família. Trabalhou como relojoeiro. Conheceu vários chorões da época, como Anacleto de Medeiros e Viriato Figueira da Silva, quando se iniciou na música. Integrado nos meios boêmicos da cidade, associou-se ao livreiro Pedro da Silva Quaresma, proprietário da Livraria do Povo, que passou a editar em folhetos de cordel o repertório de modismos da época.

Catulo da Paixão Cearense passou a organizar coletâneas, entre elas O cantor fluminense e O cancioneiro popular, além de obras próprias. Vivia despreocupado, pois era boêmio, e morreu na pobreza.

Em algumas composições teve a colaboração de alguns parceiros: Anacleto de Medeiros, Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Francisco Braga e outros. Como interprete, o maior tenor do Brasil, Vicente Celestino .

Suas mais famosas composições são Luar do Sertão (em parceria com João Pernambuco), de 1914, que na opinião de Pedro Lessa é o hino nacional do sertanejo brasileiro, e a letra para Flor amorosa, que havia sido composta por Joaquim Calado em 1867. Também é o responsável pela reabilitação do violão nos salões da alta sociedade carioca e pela reforma da ´modinha´.

Fonte:http://pt.wikipedia.org

PÉROLAS DO BRASIL

Catulo da Paixão Cearense

Catulo da Paixão Cearense (1863-1946),poeta e compositor popular brasileiro, nascido em São Luís, Maranhão. Ficou famoso no início do século XX pelos versos que compôs para as músicas mais conhecidas da época. Entre elas, Ondas (para Gaúcho, de Chiquinha Gonzaga), Sertaneja (para Nenê, de Ernesto Nazareth), Flor amorosa (sobre polca de Joaquim Calado), Cabocla de Caxangá e Luar do Sertão (sobre temas nordestinos de João Pernambuco). O grande sucesso desta última, que registrou em seu nome, causou uma das maiores polêmicas sobre direitos autorais no Brasil. Bem falante e com uma agradável voz de barítono, Catulo encantava os salões da sociedade carioca, cantando as modinhas com seus versos.

Improvisador, recitador de poemas, violonista e cantor, Catulo da Paixão Cearense foi o maior divulgador do sertão brasileiro. Coelho Neto comparou-o a Mistral, o grande poeta provençal francês; Mário de Andrade definiu-o como "o maior criador de imagens da poesia brasileira". Suas composições mais famosas são: Luar do sertão, Talento e formosura, Cabocla do Caxangá e os poemas O marrueiro e O cangaceiro.

Cristiana Isidoro/CONTEXTO

*Fonte : Enciclopédia Encarta 2000 - Microsoft

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João Pernambuco por volta de 1926

http://www.joaopernambuco.com/05/05_1.html

João Teixeira Guimarães ou João Pernambuco (Jatobá, atual Petrolândia, 2 de novembro de 1883Rio de Janeiro, 16 de outubro de 1947) foi um músico compositor e violonista brasileiro.

Filho de índia caeté e de português, com o falecimento do pai em 1891 a mãe casou-se novamente, transferindo-se com a família para o Recife. Começou a tocar viola na infância, por influência dos cantadores e violeiros locais.

Aprendeu a tocar violão com cantadores sertanejos como Bem-te-vi, Mandapolão, Manuel Cabeceira, o cego Sinfrônio, Fabião das Queimadas e Cirino Guajurema.

Em 1902 mudou-se para o Rio de Janeiro, passando a residir com sua irmã e empregando-se numa fundição. Seis anos depois passou a trabalhar como servente na prefeitura do Rio, mudando-se para uma pensão no centro da cidade. No Rio travou contato com violonistas populares, ao mesmo tempo em que trabalhava como ferreiro, em jornadas de até dezesseis horas diárias. Para os seus amigos e admiradores, em número sempre crescente, contava e cantava coisas de sua terra, daí o apelido de João Pernambuco.

Biografia completahttp://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Pernambuco