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domingo, 19 de agosto de 2012

Marrequinho sobre "Os Alicerces da Música Sertaneja' - Capítulo IX

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Os artistas sertanejos de São Paulo formavam um bloco de ‘’medalhões’’que marcaram época e construíram bases para que a música sertaneja se apoiasse, e chegasse, orgulhosamente, onde está hoje. Na década de 50, o gênero, que obedecia, mais ou menos, um padrão, começou a sair da ‘’bitola’’ sobre a qual caminhava. Quero prestar homenagem a algumas duplas e trios que me faziam ficar extasiado, com suas canções.

Canções que falavam muito alto ao meu coração de menino interiorano, fazendo com que eu voltasse no tempo, através do pensamento, para rever a minha meninice na pequenina querida cidade de Campo Formoso (Orizona). "Torres e Florêncio", Serrinha e Caboclinho / Tonico e Tinoco / Zé Carreiro e Carreirinho / Vieira e Vieirinha / Barreto e Barroso / Zé Mariano e Tibaji / Irmãs Castro / Nenete, Dorinho e Nardeli / Sulino e Marrueiro / Cascatinha e Inhana / Duo Irmãs Celeste / Mineiro e Manduzinho / Chiquiho e Zé Tapera / Duo Siriema / Leôncio e Leonel / Irmãs Castro / Caxangá e Sanica / Nhô Belarmino e Nhá Gabriela / Zé Fortuna, Pitangueira e Zé do Fole / Zé do Rancho e Mariazinha / Nonô e Naná / Irmãs Galvão / Zilo e Zalo / Moreno e Moreninho / Zezinho e Zorinho / Os Dois Turunas / Trio Repentista / Trio Mineiro / Curió e Canarinho / Bolinha, Suely e Cidoca / Irmãs Cavalcante / Zico e Zeca / Luizinho, Limeira e Zezinha / Palmeira e Luizinho / Zé Ferreira e Ferreirinha / Serrinha e Zé do Rancho / Zé Goiano e Goianinho / Riachão e Riachinho / Dono da Noite e Riacho / Craveiro e Cravinho / Jacó e Jacozinho / Paiozinho e Zé da Estrada / Bié e Juquinha / Bate Pé e Catireiro / Antonio, Antoninho & Darcy / Palmeira e Biá / Pedro Bento e Zé da Estrada / Zé Tapera e Teodoro / Paiozinho e Patrício / Tião Carreiro e Carreirinho / Tião Carreiro e Pardinho / Garcia e Zé Matão / Délio e Delinha / Pena Branca e Xavantinho / Duo Guarujá / Criolo e Landinha / Criolo e Barrerito / Silveira e Barrinha / Ramoncito Gomes / Liu e Léo / Lourenço e Lourival / Goianinho e Jaguarão e, muitos, outros.

Não fiz Registro Cronológico da entrada desses importantíssimos nomes no cenário musical, não. Só pretendi demonstrar meu respeito e minha admiração por eles, que tanto deram de si em prol da nossa música, com competência e perseverança sem limites. Cada uma dessas duplas e trios tinha seu estilo próprio e suas próprias características de interpretação. Muitos imitadores, daqui e de lá, tentavam (E tentam até hoje) dividir espaço com esses pioneiros na gravação de discos.

Mas, tem sido em vão (porque cada um deles é coisa única), são inimitáveis. Mas, na visão (comercial) dos Diretores e Produtores de discos, os veteranos e consagrados intérpretes da época, não apareciam com nada novo que conseguisse ‘’sacudir’’ os discófilos e abrisse espaço para que a música de origem caipira pudesse atingir maior público, ampliar seu campo, chegar a um maior número de compradores de discos, alargar seus horizontes e conseguir o resultado que garante a permanência de qualquer Empresa, no ramo a que se dedica, ou seja: Lucratividade. A música sertaneja permaneceu em estagnação quase total, até o final da década de 50. Com exceção de Cascatinha & Inhana, Nenete, Dorinho & Nardeli, Sulino & Marrueiro, Duo Guarujá e Pedro Bento & Zé da Estrada, que foram ousados, e deram sorte, gravando algumas versões de músicas mexicanas e paraguaias. O veterano Palmeira, deixou a sua contribuição no sentido de inovação da nossa música. Gravou, com o Biá, um bolero chamado “Boneca Cobiçada” composição de Biá & Bolinha, que mexeu na água parada na qual a música sertaneja tinha se acomodado. Venderam muito. E foram também duramente criticados, principalmente por alguns colegas cujos estilos não lhes permitiriam jamais, tais avanços. Têm até uma moda feita após a gravação de Boneca Cobiçada, e na tal moda, gravada por Vieira e Vieirinha, tem uns versos que falam assim: "Gosto de cantar de viola / Cantar tango eu não quero / Aonde que já se viu / Caipira cantar bolero" etc.

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Leia os Capítulos anteriores do livro: “MARREQUINHO – O MENINO DE CAMPO FORMOSO” – Memórias de um artista sertanejo.

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* Nono capítulo do livro "Marrequinho - O Menino de Campo Formoso", de Francisco Ricardo de Souza. Imagem: Acervo Pessoal. Publicação autorizada pelo autor. Todos os direitos reservados.

Texto do site: http://www.orizonaemfoco.com/2012/06/marrequinho-os-alicerces-da-musica.html

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